Os Corredores Ecológicos e a proteção da Biodiversidade

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Publicado em 04 de setembro de 2017
Os Corredores Ecológicos e a proteção da Biodiversidade

Reconexão. Preservação. Conservação. Essas palavras podem dizer muito sobre a função dos Corredores Ecológicos. Eles podem ser entendidos como áreas que unem os fragmentos florestais ou unidades de conservação separados por interferência humana, como estradas, agricultura e atividade madeireira. Os corredores ecológicos surgem como verdadeiras vias de reconexão entre duas ou mais áreas preservadas que têm, entre si, zonas já destituídas de suas características naturais. Estas faixas verdes contam com a ação humana no processo de replantio e conservação. Quando voltam a ter um ecossistema mais parecido com as áreas que estão interligando, auxiliam na movimentação de animais e na polinização de espécies vegetais. Dessa forma, são uma estratégia para amenizar os impactos do homem sob o meio ambiente, além de possibilitar uma extensão maior para a circulação das espécies.

O conceito surgiu durante os anos 90, em meio a debates na comunidade científica. No Brasil, os corredores ecológicos foram incorporados à legislação em 1993 pelo Decreto nº 750, já revogado, que dispunha sobre o “corte, a exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançados e médios de regeneração da Mata Atlântica.”  Atualmente, a matéria está disposta na lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), que através do art. 25, determina que “as unidades de conservação, exceto Área de Proteção Ambiental e Reserva Particular do Patrimônio Natural, devem possuir uma zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores ecológicos”.

Pernambuco receberá áreas como esta. Os estudos para a implantação de corredores ecológicos em Aldeia, no município de Camaragibe, já começaram. Como parte de um acordo de compensação ambiental do Plano de Sustentabilidade Hídrica de Pernambuco, o Governo do Estado está realizando um estudo socioambiental da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe para o estabelecimento de corredores ecológicos na região.
No estudo, áreas propícias e a indicação de estratégias para a implantação dos corredores serão avaliados. A empresa Bioflora, vencedora da licitação, fará ainda oficinas de sensibilização com as populações residentes nas áreas, para que seja possível identificar ações de inclusão social a partir da vegetação de Mata Atlântica.



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